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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

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Cientistas descobrem espécies em respiradouro de vulcão sob o Índico




Pesquisadores da Universidade de Southampton, na Grã-Bretanha, capturaram imagens impressionantes em um dos pontos mais inóspitos do fundo do Oceano Índico.
As imagens, capturadas com a ajuda de um robô na Cadeia de Montanhas Submarinas do Sudoeste Índico, foram feitas enquanto os cientistas pesquisavam as aberturas de vulcões submarinos, no fundo do oceano.
Descobertos em 1977, estes respiradouros hidrotermais são fissuras no fundo do oceano que expelem água muito quente, rica em minerais. Apesar das temperaturas altíssimas, estas áreas podem abrigar ecossistemas variados.
A equipe de cientistas britânicos se concentrou nas aberturas do sudoeste índico porque esta cadeia está ligada à Cadeia de Montanhas do Oceano Atlântico e à Cadeia Central Índica, locais onde a vida marinha já foi bem documentada.
Nesta nova pesquisa, os cientistas da Universidade de Southampton encontraram moluscos, crustáceos, mexilhões e outras criaturas. Em seguida, eles compararam estas criaturas com as encontradas em respiradouros vulcânicos de cadeias submarinas vizinhas.
"Eu esperava (encontrar por) lá algumas semelhanças com o que sabemos do Atlântico, e algumas semelhanças com o que sabemos das aberturas do Oceano Índico, mas também encontramos animais que não são conhecidos em nenhuma daquelas áreas, e isto foi uma grande surpresa", disse o professor Jon Copley, pesquisador-chefe do projeto.

Encruzilhada


A área pesquisada pelos cientistas é diferente das outras, pois tem menos atividade vulcânica do que outras cadeias submarinas, com menos respiradouros.
Para capturar as imagens, os pesquisadores usaram um robô submarino chamado Kiel 6000, do Instituto de Ciências Marinhas de Leibniz, na Alemanha. As descobertas do robô surpreenderam os cientistas.
"Este lugar é uma verdadeira encruzilhada em termos de espécies de respiradouros no mundo todo", disse Copley.
"Uma (das descobertas) foi um tipo de caranguejo yeti. Existem atualmente duas espécies descritas de caranguejo yeti conhecidas no Oceano Pacífico, e (esta última descoberta) não é como as outras, mas é o mesmo tipo de animal, com braços longos e cabeludos", afirmou.
"Também (encontramos) alguns pepinos-do-mar, desconhecidos dos respiradouros do Atlântico ou da Cadeia Central Índica, mas conhecidos no Pacífico."
"Temos ligações com várias partes diferentes do mundo aqui", disse o cientista.

Diversidade


A diversidade das criaturas encontradas também surpreendeu os cientistas.
"Em muitos outros campos com respiradouros, nesta zona quente, você encontra animais que frequentemente são de apenas um tipo: na Cadeia do Atlântico é apenas camarão. Mas aqui vimos três ou quatro ao mesmo tempo", disse Copley.
As descobertas devem ajudar os pesquisadores a descobrir mais sobre como as criaturas se movem de abertura em abertura. Estes respiradouros têm vida curta e, se as criaturas que habitam a área não tiverem a habilidade de se mover de um sistema para outro, a vida nestas regiões seria extinta.
Apesar destas descobertas, os pesquisadores temem pelo futuro da região.
A China conseguiu uma licença para explorar o potencial de mineração destes respiradouros, concedida pela Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos (ISA, sigla em inglês), entidade que regula a exploração nos oceanos.
"Seria muito prematuro começar a perturbar (as espécies da região) antes de descobrirmos totalmente o que vive lá", afirmou o cientista.


Fonte: BBC

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

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Nova teoria sobre as origens das pedras de Stonehenge


Investigadores acreditam que pedras vieram de Craig Rhos-y-felin, perto de Pont Saeso


Investigação do Museu Nacional do País de Gales e da Universidade de Leicester.


A origem exata das pedras que compõem Stonehenge, um dos mais famosos monumentos megalíticos da Idade do Bronze que se situa em Salisbury, condado de Wiltshire, sul da Inglaterra, tem sido uma incógnita. Uma equipe de investigadores do Museu Nacional do País de Gales e da Universidade de Leicester acredita ter localizado a fonte.

Uma das hipóteses mais aceitas até agora é a de que as rochas são originárias das colinas Preselli. A nova investigação diz que estas vêm de Craig Rhos-y-felin, perto de Pont Saeson. O diretor do museu, Richard Bevin, acredita que esta descoberta ajudará a averiguar como se transportaram as pedras.
Durante nove meses, Bevins e Rob Ixer, do centro de investigação de Leicester, reconheceram e identificaram amostras de afloramentos de rocha em Pembrokeshire (País de Gales) para tentarem localizar a origem das pedras com as que se construiu este monumento, construído e em utilização entre 3100 e 1100 a.C. e classificado como Patrimônio da Humanidade.

Analisando o seu conteúdo mineral e as texturas, comprovaram que 99 por cento das amostras se equiparavam a rochas de Pembrokeshire. Estas rochas são vulcânicas e, segundo os especialistas, diferenciam-se das de outros afloramentos do sul de Gales.

Agora, os arqueólogos querem averiguar como as pedras chegaram ao sítio onde se encontram. Pensava-se que os monolitos teriam sido transportados em balsas através do rio Avon e do canal de Bristol. No entanto, Pont Saeson encontra-se a norte de Preselli, a uma certa distância destes canais, o que torna esta hipótese menos credível.

Em 2000, numa experiência, tentou-se transladar uma pedra do mesmo tamanho das de Stonehenge do País de Gales para Salisbury.

A viagem, por terra e água, foi de 386 quilômetros, tendo os especialistas utilizado somente força muscular e tecnologia pré-histórica. A pedra acabou afundada no estuário de Milford Haven.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

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Astrônomos detectam possível presença de água em cometa


Astrônomos do mundo todo acreditam que pode haver água igual à existente na Terra no cometa P/2010 R2, também conhecido como La Sagra, que foi descoberto em setembro de 2010 pelo Observatório Astronômico de Mallorca, na Espanha. A conclusão foi anunciada por 39 cientistas de 18 centros de investigação e universidades de vários países.
O cometa La Sagra pertence a uma rara categoria de cometas, os MBC (Main Belt Comets), que contêm materiais da formação do sistema solar e dos quais só se conhecem outros cinco cometas.

Além da evidência sobre a potencial existência de água, o estudo mostra a estabilidade da atividade do cometa, que tem mais de 100 milhões de anos.

Segundo o Observatório de Mallorca, o cometa é chave pela composição química do gelo e de seus gases nobres.

A informação poderia desvendar a origem da vida na Terra - motivo pelo qual cometas desse tipo são objeto de intensa investigação.

domingo, 18 de dezembro de 2011

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Bactérias vivem em condições semelhantes às de Marte

 Microrganismos prosperam com baixas temperaturas, quase sem oxigênio e sem alimento orgânico, um ambiente bem parecido com o subsolo marciano
Os cientistas Amy Smith e Radu Popa coletam amostras de bactérias que vivem em condições extremas. Elas podem ajudar a desvendar os segredos da vida na Terra e em outros planetas Os cientistas Amy Smith e Radu Popa coletam amostras de bactérias que vivem em condições extremas. Elas podem ajudar a desvendar os segredos da vida na Terra e em outros planetas (Jane Boone / Oregon State University)
Cientistas americanos descobriram bactérias extremófilas (saiba mais) vivendo a baixíssimas temperaturas, quase sem oxigênio e sem consumir alimento orgânico, em tubos da lava de vulcões inativos no estado de Oregon. As condições nas quais os microrganismos vivem são muito similares às encontradas no subsolo de Marte e pode indicar onde a Nasa deve procurar vida no planeta vermelho. A agência espacial americana participou da pesquisa, que foi publicada na última edição da revista Astrobiology.
Nas condições inóspitas da cadeia de montanhas de Cascade, com temperaturas próximas às de congelamento e a mais de 1.500 metros de altitude, bactérias como a Pseudomonas sp. HerB prosperam com seu metabolismo conduzido pela oxidação do ferro da olivina, um mineral vulcânico comum, encontrado nas rochas do tubo de lava. "Este micróbio é de um dos gêneros mais comuns de bactérias na Terra", disse Amy Smith, da Universidade do Estado de Oregon, um dos autores do estudo. "Você pode encontrar seus primos em cavernas, na sua pele, no fundo do oceano e em qualquer lugar. O que é diferente, neste caso, são suas qualidades únicas que lhes permitem crescer condições semelhantes às de Marte", completou.

"Nós sabemos que a olivina está presente nas rochas marcianas e agora sabemos que esse mineral pode sustentar a vida microbiana", disse Martin Fisk, professor no OSU's College of Earth, Ocean, and Atmospheric Sciences. "As condições no tubo de lava não são tão duras como em Marte", afirmou ainda. "Em Marte, a temperatura raramente chega ao ponto de congelamento, os níveis de oxigênio são mais baixos e, na superfície, a água líquida não está presente. Mas há a hipótese de a água estar presente no subsolo mais quente do planeta."

Segundo Fisk, essa reação entre o metabolismo de organismos e um mineral vulcânico comum ainda não havia sido documentada pela ciência. Em laboratório, os pesquisadores cultivaram as bactérias em um ambiente com nível natural de oxigênio e as alimentaram com comida orgânica (açúcar). A colônia se desenvolveu em grande velocidade. Depois disso, os cientistas diminuíram os níveis de oxigênio, a temperatura e retiraram a comida. E a colônia continuou a se desenvolver, tirando energia da olivina.

Os tubos de lava habitados pelas bactérias apresentam ainda marcas na rocha causadas pelos microrganismos. A Nasa já analisou um meteorito proveniente de Marte com marcas parecidas, mas sem nenhum sinal de vida.

A ideia de procurar esses organismos nos tubos partiu do professor Radu Popa, da Universidade do Estado de Portland. Popa estava acostumado a explorar cavernas na Romênia, seu país natal, e estava familiarizado com tais condições ambientais. Como esses ambientes são protegidos e existem na Terra e em Marte, Popa propôs a ideia de estudar os micróbios a partir deles para ver se a vida pode existir — ou poderia ter existido — no Planeta Vermelho.

"Quando a temperatura e a pressão atmosférica em Marte foram maiores, no passado, os ecossistemas com base neste tipo de bactéria podem ter florescido", disse Popa. "As impressões digitais deixadas por essas bactérias em superfícies minerais podem ser usadas por cientistas como ferramentas para analisar se já existiu vida em Marte", concluiu.
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Novo material


Uma equipe de cientistas da Universidade de Georgia desenvolveu um novo material que vai revolucionar diversos setores, como o militar ou o médico.
Basta um minuto de exposição à luz solar para permitir a irradiação de luz infravermelha durante mais de duas semanas, ou seja, cerca de 360 horas.
O revolucionário composto contém ions de cromo trivalentes, combinados com zinco e germanato, pelo que retêm a energia de modo a evitar que esta se extinga naturalmente.
O material, unido a nanopartículas, poderia iluminar zonas de metástases no corpo humano, localizar exércitos ou forças especiais à noite com a ajuda de uns óculos especiais, ou melhorar a tecnologia da energia solar existente na atualidade.


Fonte: Canal de História

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

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Livro defende nova origem para os cães

Lobo Cinzento 

Para Mark Derr, autor de 'How the dog became the dog', a teoria de que os cães se originaram de lobos selvagens, quando os homens se tornaram sedentários, está errada. Para ele, novos dados arqueológicos e genéticos indicam que a aproximação aconteceu muito antes

Matilha de lobos cinzentos na neve: ancestrais de todos os cachorros (Getty Images)
Por volta de 15.000 anos atrás, o planeta estava saindo da última Era do Gelo. À noite, lobos rondavam as primeiras aldeias pré-históricas, em busca de comida fácil, os restos jogados fora pelos humanos. Era o início de uma grande e duradoura amizade. Ao longo de gerações, as duas espécies foram se aproximando e os homens passaram a criar filhotes de lobo. Os mais mansos ficaram nas aldeias e foram se diferenciando de seus ancestrais. Sem ter que dilacerar a caça, foram perdendo a força da mordida. Mal alimentados pelos homens, com sobras, perderam tamanho. E se tornaram uma espécie diferente dos lobos, a primeira espécie animal que surgiu graças à interferência humana.
Esta é a teoria mais aceita pela maioria dos cientistas. O pesquisador americano  Mark Derr, no entanto, desenvolveu novos argumentos para afirmar que a parceria homem/cão é muito mais antiga do que se pensa.  No livro How the dog became the dog - from wolves to our best friends (Como o cão se tornou o cão - dos lobos aos nossos melhores amigos, sem edição em português), Derr se baseia em novos estudos genéticos e arqueológicos para defender que os primeiros cachorros apareceram há pelo menos 30.000 ou 40.000 anos, quando o Homo sapiens ainda se comportava de maneira nômade.
O livro lançado nos EUA é porta voz de uma teoria minoritária, porém cada vez mais popular, que defende que os lobos cinzentos se aproximaram dos humanos quando nossa espécie ainda vagava pela África, Europa e Ásia, caçando, e coletando frutas e raízes. O autor afirma que não há provas arqueológicas cabais desse encontro porque os lobos que se aproximaram do homem não se diferenciaram fisiologicamente de seus irmãos selvagens pelos milênios seguintes. "Mas eles viajavam juntos há muito tempo e continuam fazendo isso até hoje", afirmou ele, em entrevista ao site de VEJA. Para Derr, os lobos cinzentos se aproximaram dos humanos por curiosidade. A fase de observação deve ter durado gerações. "Os animais têm diferentes personalidades, como os humanos. Assim como há homens corajosos, há os que têm medo da própria sombra. Eu acho que os lobos mais sociáveis e os humanos mais sociáveis se aproximaram, começaram a correr juntos e nunca mais pararam."
Divulgação/ Ovodov ND- Russian Academy of Sciences, Institute of Archaeology and Ethnography, Novosibirsk, Russia
Crânio é considerado uma raridade porque ilustra o início da domesticação do cachorro, antes da Era do Gelo. A seta indica a parte retirada pela equipe para análise de datação por carbono
Crânio raro encontrado na Bélgica pode ilustrar domesticação do cachorro antes última da Era do Gelo. A seta indica a parte retirada por cientistas para análise de datação por carbono
O pesquisador também defende que a domesticação do animal ocorreu em áreas e tempos diferentes ao longo da história, por isso deve haver muitos "elos perdidos", que se diferenciaram dos lobos, mas não originaram os cães modernos .Derr baseia sua hipótese em descobertas como a de um crânio encontrado nas montanhas Altai, na Sibéria, que tem 33.000 anos e algumas características diferentes dos lobos selvagens, como o focinho. OU ainda em casos como o de um fóssil, encontrado na caverna Goyet, na Bélgica, que tem 31.700 anos de idade. "Estudos do DNA mitocondrial apontam para a presença de animais diferentes de lobos há um período que pode variar de 45 a 135.000 anos atrás", conta ele. "Em tempo geológico não é nada, mas do ponto de vista biológico é determinante."
Polêmica — Autor de outros cinco livros sobre cães, nenhum deles publicado no Brasil, e colunista de publicações como The New York Times e Scientific American, Derr está longe de ser unanimidade entre os especialistas. Com mais de 50 trabalhos relacionados a cães, o biólogo evolucionista Raymond Coppinger, professor no Hampshire College, em Massachusetts, EUA, tem pesquisas citadas no livro e leu a obra. Para ele, o material não tem validade científica. “O senhor Derr não é muito rigoroso em sua avaliação da literatura científica recente sobre a origem dos cães e tende a escolher os achados mais espetaculares e que corroborem com o argumento defendido por ele”, afirmou a VEJA.
Para Coppinger, as hipóteses sugeridas por Derr não podem ser provadas. "Entre 7.000 e 9.000 anos atrás, há evidências inegáveis da presença de uma população de cães. E população é a palavra chave, porque é nesse nível que se dá a evolução de uma espécie", explica. "Antes disso, há espécimes que o autor 'suspeita' que podem ser o 'início' dos cães. Mas são evidências arqueológicas que não acrescentam nada. Ele cita espécimes de 30.000 e de 18.000 anos que tem a ossada e a arcada dentária típica da classe dos lobos. Cita outro de 12.000 anos que é um filhote. Mas nenhum especialista pode diferenciá-lo de um filhote de lobo", afirma .

Para Mauro Lantzman, veterinário e especialista em comportamento animal da PUC-SP, a explicação da domesticação tardia tem mais evidências e faz mais sentido. "O ser humano, quando nômade, não tinha esse conceito de criação. Mas uma vez que ele se tornou sedentário e começou a dominar a agricultura, partir para o cuidado dos animais foi um passo natural", avalia.
Para a doutora em genética Priscila Guimarães Otto, professora aposentada do Instituto de Biociências da USP, não é possível confirmar nenhuma das hipóteses. "São muitos os estudos, como os de DNA, DNA mitocondrial e morfologia. E muitas as prováveis datas, pois são contadas aos milhares de anos", diz. "Lobos cinzentos existem há uns 50 milhões de anos e podem ter começado a ter interesse nos restos alimentares da espécie humana desde os 30.000 anos defendidos por Derr, mas o fato é que os restos mais antigos do cão doméstico, que descende com certeza dos lobos, datam de 10 a 15 mil anos atrás."
Derr se defende dizendo que cada abordagem científica aponta resultados diferentes. "Há respostas melhores que outras, mas eu não tenho certeza de que chegaremos a uma definição porque não sei se temos as ferramentas necessárias", afirma.
Raças — É consenso entre os especialistas que os primeiros cachorros eram muito parecidos com os lobos que os originaram. A diferenciação entre esses primeiros indivíduos se deu, em grande parte, pela vontade do homem. "Conforme a necessidade de determinado grupo de humanos – caçar, perseguir, guardar ou apenas servir como animais de estimação – eles escolhiam entre seus diferentes cães aqueles que demonstrassem mais aptidão e dirigiam os cruzamentos entre esses animais", explica Priscila Otto. "Esse processo de seleção artificial, com cruzamentos escolhidos pelo homem continua até hoje e o resultado é que as diferenças em tamanho, conformação e comportamento entre as cerca de 400 raças 'oficiais' atuais são substanciais."

Para Derr, o processo de criação de raças afastou os cães de seus antepassados. E isso pode ter sido determinante para que o homem se sinta tão ligado a esse animal. "Os criadores de raças suavizaram a aparência dos animais ao ponto de infantilizar muitas raças. Outras tiveram o tamanho da cabeça reduzido, focinhos achatados e os olhos frontais modificados. Uma aparência civilizada para combinar com seu comportamento mais 'decente'", explica ele, no livro, que ainda não tem previsão de publicação no Brasil.
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Mamutes podem retornar em cinco anos


Cientistas vêm tentando clonar mamutes por anos, mas agora eles estão realmente perto. Tanto que em cinco anos você talvez veja manadas inteiras do animal gigante – um dos mais famosos personagens pré-históricos.
Pesquisadores da Universidade japonesa de Kinki e o museu de mamutes República Sakha descobriram uma medula (tutano) bem preservada de um osso da coxa, na Sibéria, embaixo do gelo.
Ela estava em tão boa condição que o DNA das células pode ser usado no lugar do núcleo de óvulos de elefante. Isso permite que sejam criados embriões de mamutes.
A equipe pretende implantar esses embriões no útero de elefantes, para que cresçam até nascer. Apesar de serem maiores que os elefantes, ambos são parecidos o suficiente para esse processo. Essa técnica é similar aos procedimentos de clonagem. A chave está no DNA intacto.
Alguns podem dizer que deveríamos deixar os mamutes descansar em paz, e não brincar com a natureza.
Entretanto, algumas teorias dizem que foram os humanos os responsáveis por levar os gigantes à extinção. Deveríamos trazê-los de volta então?
Toda criança no mundo sonha em ver mamutes caminhando pela tundra. Mas o assunto vai além de imagens infantis.

Seria esse um bom método para trazer de volta espécies extintas? Desde que não comecem pelo Tiranossauro Rex, estamos indo bem.


Fonte: Hypescience

domingo, 27 de novembro de 2011

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Cientistas descobrem na Austrália ilhas do antigo continente de Gondwana

 


Cientistas australianos descobriram duas ilhas submersas que fizeram parte de Gondwana, o bloco continental que incluía a maior parte das zonas de terra firme que hoje constituem os continentes do Hemisfério Sul.
As ilhas marinhas, os planaltos submersos do Montículo Batavia e da Cordilheira de Gulden Draak, foram encontradas nas profundezas do Oceano Índico, a cerca de 1,6 mil quilômetros do litoral de Perth, no sudoeste da Austrália.
A expedição foi comandada por cientistas da Organização para a Pesquisa Industrial e Científica da Mancomunidade de Australia.
No estudo foram utilizados instrumentos para elaborar mapas da região e foram recolhidas amostras rochosas, que devem datar de "milhões de anos", disse a cientista da Universidade da Tasmânia Jacqueline Halpin ao canal de televisão local "ABC".
Há 200 milhões de anos, toda a massa terrestre se dividia em dois supercontinentes: Laurásia, ao norte, e Gondwana, ao sul.
Gondwana se dividiu pela primeira vez há 155 milhões de anos e deu lugar a dois novos blocos continentais: Gondwana Leste (Antártida, Índia, Madagascar e Austrália) e Gondwana Oeste (América do Sul e África).
Mais tarde se dividiu um bloco que integrava às atuais Índia e Madagascar e outro que correspondia ao agora território da Austrália e da Antártida.


Fonte: UOL

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

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Especialistas confirmam veracidade de foto de tubarão com apenas um olho no centro da face





Um pescador capturou no Golfo da Califórnia um filhote de tubarão que possuía apenas um olho, no centro da face.
O animal foi retirado da barriga da mãe, depois que ela foi capturada. As fotos do animal foram divulgadas em julho deste ano, mas na época houve rumores de que a imagem havia sido manipulada em computador.
Mas especialistas em tubarões examinaram o animal e comprovaram a veracidade das imagens.
Mas os estudiosos disseram que o animal dificilmente teria sobrevivido depois do nascimento. “Ele é extremamente raro. Até onde eu sei, menos de 50 casos desse tipo de anormalidade foram registrados”, disse Felipe Galvan Magana, do Centro Interdisciplinar de Ciências do Mar do México.
A rara anomalia é conhecida como cyclopia, caracterizada pela falha na porção frontal do cérebro que dividiria as órbitas dos olhos adequadamente.
Na maioria dos casos, o animal com tal problema não chega a sobreviver. Ele é abortado ou morre logo depois do nascimento.
Em 2005, um gato nasceu com a cyclopia. O bichinho foi batizado de Cy, por causa da doença. Mas ele morreu com apenas um dia de vida.


Fonte: Extra Online

terça-feira, 18 de outubro de 2011

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Olhos Ampliados

Que olhos lindos... Lindos ?

Vejam como uma coisa normal considerada linda, pode não ser tão bonita, muito menos agradável quando observada mais de perto...
Abaixo temos fotos tirada dos olhos de pessoas com uma boa máquina e um enorme zoom... quase um microscópio!




























Como são seus olhos ?

terça-feira, 27 de setembro de 2011

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Cientistas capturam imagens de tatu gigante no Pantanal




Cientistas britânicos conseguiram capturar imagens de um raro tatu gigante no Pantanal brasileiro.
As câmeras do zoológico de Chester foram colocadas pelos pesquisadores da Royal Zoological Society, da Escócia, na região de Nhecolândia e fazem parte do Projeto Tatu Gigante.
Depois de dez semanas de pesquisa de campo, os cientistas conseguiram encontrar e fotografar o animal.
"As câmeras vão oferecer informações críticas para a avaliação da situação das populações de tatus gigantes no Brasil", disse Arnaud Desbiez, biológo da Royal Zoological Society, que lidera o Projeto Tatu Gigante.
"Elas vão nos ajudar ter uma compreensão melhor da história natural da espécie e talvez entender as razões ecológicas de sua raridade (....). E vão nos ajudar a formular uma base de informações sobre a ecologia do tatu gigante e sua função no ecossistema do Pantanal brasileiro", acrescentou.
As fotos mostram o tatu saindo de uma toca. Apesar de as populações de tatus gigantes, ou Priodontes maximus, estarem espalhadas pela maior parte da América do Sul, pouco se sabe sobre este animal devido ao seu comportamento discreto e à pouca densidade das populações, que raramente são vistas.

Toca

O fato de o tatu gigante passar os dias em tocas embaixo da terra dificulta a observação tornando os avistamentos raros.
O tatu gigante pode atingir 1,5 metro de comprimento e pesar até 50 quilos, duas vezes o tamanho de um tatu comum. Ele vive em áreas de florestas conservadas, perto de fontes de água e têm hábitos noturnos.
Isso levou os cientistas a decidirem usar câmeras automáticas, instaladas como armadilhas, para capturar as imagens.
"Nós simplesmente não sabemos nada sobre os tatus gigantes e podemos perder esta espécie antes de conseguir entender sua história natural básica e seu papel ecológico", afirmou Arnaud Desbiez.
A organização União Internacional para Conservação da Natureza classifica este mamífero como vulnerável, pois o tatu gigante está ameaçado pela perda de seu habitat e pela caça.
Com o uso das câmeras automáticas do zoológico de Chester, os pesquisadores poderão estimar a densidade da população, investigar os padrões de suas atividades, monitorar o uso de suas tocas por outras espécies além de aprender mais sobre seu comportamento social e reprodutivo.
Para Arnaud Desbiez, o tatu gigante pode ser considerado um "fóssil vivo".
"Estou ansioso para usar os resultados de nosso trabalho para mostrar aos brasileiros e ao resto do mundo esta espécie desconhecida que eu acredito simboliza o melhor da biodiversidade", afirmou.

Fonte: BBC
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Cientistas anunciam partícula que se move mais rápido que a luz

O Universo não é uma rodovia, mas estabelece um limite de velocidade que nada nem ninguém consegue violar: o da luz. Nada, a não ser partículas "fantasmagóricas" cuja jornada pode ter revolucionado a física.
As partículas são chamadas de neutrinos e foram observadas levando a "multa" cósmica por excesso de velocidade no Laboratório Nacional Gran Sasso, na Itália.
Martial Trezzini/Efe
O Grande Colisor de Hádrons onde foi realizado o estudo sobre neutrinos
O Grande Colisor de Hádrons onde foi realizado o estudo sobre neutrinos
Num experimento bolado por cientistas europeus, esses neutrinos são lançados da Cern (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear), que fica na fronteira entre a Suíça e a França, rumo ao laboratório italiano, percorrendo uma distância de 730 km por baixo da terra.
Acontece que, segundo a equipe do físico Antonio Ereditato, as partículas concluíram sua jornada 60 nanossegundos (bilionésimos de segundo) antes do que deveriam caso a velocidade da luz tivesse sido respeitada. "Ficamos chocados", disse Ereditato à revista "Nature".
Se o experimento estiver certo, cai por terra uma das ideias fundamentais do físico alemão Albert Einstein (1879-1955), justamente o responsável por consolidar a ideia de que nada no Cosmos seria capaz de viajar mais rápido do que a luz.
COBRANDO A MULTA
Einstein demonstrou, entre outras coisas, que o Universo cobra a multa por excesso de velocidade fazendo com que a massa (o que se chama popularmente de "peso") de um objeto pareça ficar cada vez maior conforme ele se aproxima da velocidade típica da luz no vácuo.
Isso faz com que se torne mais e mais difícil acelerar o objeto apressadinho. Quando chega muito perto da velocidade-limite, fica tão "gordo" que a aceleração deixa de ocorrer e ele nunca se torna mais rápido que a luz.
Se os neutrinos realmente estão quebrando essa regra, será mais um item no arsenal de esquisitices dessas partículas. Eletricamente neutras (daí o nome), elas também são "fantasmagóricas" porque quase não interagem com a matéria. Mais de 60 bilhões deles, vindos do Sol, atravessam cada centímetro quadrado do seu corpo por segundo.
"Vários fenômenos estranhos, não previstos pelo Modelo Padrão [a versão mais aceita da física de partículas], têm sido observados com os neutrinos", lembra João dos Anjos, pesquisador do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas) que estuda as partículas. Ele disse não conhecer o trabalho de Ereditato.
Por enquanto, a reação da comunidade científica é de cautela. Não é a primeira vez que neutrinos parecem romper a barreira teorizada por Albert Einstein, mas a coisa nunca foi confirmada.
E as observações consideradas o padrão-ouro da área, que envolveram o monitoramento dos neutrinos "cuspidos" por uma estrela que explodiu e foi vista da Terra em 1987, não são consistentes com a anomalia.
Ereditato e companhia, no entanto, dizem-se confiantes. Outros pesquisadores tentarão confirmar o fenômeno.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

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Se partícula de Deus não existe, Stephen Hawking ganha aposta

Em meio ao alvoroço do lançamento do Grande Colisor de Hádrons (LHC) em 2008, o físico Stephen Hawking criou polêmica ao dizer publicamente que apostava que o colisor não encontraria o bóson de Higgs, conhecido como a partícula de Deus, cuja existência comprovaria as teorias de base do modelo padrão de Física. A teoria da partícula é amplamente aceita entre a comunidade científica, o que fez a declaração de Hawking parecer mera provocação, como informou a revista Scientific American.
Mas com o passar dos anos, a partícula de Deus parece cada vez mais distante e, até agora, cientistas só conseguiram provar onde ela não está, sem encontrar indícios de sua localização. Quando Hawking publicou suas dúvidas a respeito dos experimentos, o cientista Peter Higgs, autor da teoria sobre o bóson que leva seu nome, tomou a declaração como uma ofensa pessoal e reclamou da postura do britânico. Mas, pelo que indicam as pesquisas até o momento, Hawking poderá ganhar a aposta e um pedido de desculpas.
Fonte: Terra
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Astrônomos estudam jatos de energia gerados por buraco negro

Graças às imagens feitas pelo telescópio espacial Wise, os astrônomos da Nasa (agência espacial americana) puderam ver a emissão detalhada de jatos do buraco negro GX 339-4.
JPL/Handout/Nasa/Reuters
Ilustração artística mostra a ação do buraco negro GX 339-4 no momento em que engole uma estrela vizinha
Ilustração artística mostra a ação do buraco negro GX 339-4 no momento em que engole uma estrela vizinha
A uma distância de 20 mil anos-luz da Terra, perto do centro da Via Láctea, o buraco negro tem aproximadamente uma massa seis vezes maior à do Sol.
Como outros do gênero, o GX 339-4 possui uma matéria tão densa e tanta gravidade, que nem mesmo a luz consegue escapar da sua força.
No caso do buraco negro observado, ele tinha como companhia uma estrela, que se extinguiu ao ser engolida por ele.
Parte dessa estrela desapareceu dentro do buraco negro e outra parte foi expelida como um jato a velocidade da luz.
"Para ver uma atividade de queima brilhante vinda de um buraco negro, você precisa estar olhando para o ponto certo e na hora certa", comentou o cientista Peter Eisenhardt, que participa da prospecção espacial.
"O [telescópio] Wise tirou durante um ano fotos infravermelhas a cada 11 segundos e cobriu todo o céu, permitindo que capturássemos esse raro evento."
Com os dados extras, os astrônomos podem medir o campo magnético do buraco negro, o qual é 30 mil vezes mais forte do que o da Terra.
Fonte: Folha

terça-feira, 20 de setembro de 2011

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Cristais gigantes crescem largura de 1 fio de cabelo por século


Os cristais gigantes de selenita da caverna de Naica, no México, existem há cerca de 1 milhão de anos.
Apesar de chegarem a 11 m de comprimento, esses objetos crescem a uma velocidade equivalente à espessura de um fio de cabelo a cada 100 anos, de acordo com pesquisa do Conselho Superior de Investigações Científicas, um órgão da Espanha, e da Universidade de Sendai, no Japão.

O estudo é descrito na revista especializada americana Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Segundo os pesquisadores, até agora, era considerado impossível medir o crescimento dos cristais de Naica. O estudo foi possível a partir da criação de um microscópio pela universidade japonesa.

Os cientistas simularam as condições - como temperatura e umidade - existentes na caverna antes de uma mineradora drenar a água do local. Os pesquisadores afirmam que os cristais se formam apenas entre 58°C e 50°C.

De acordo com o estudo, os cristais de Naica pararam de crescer por causa da drenagem da caverna - a região é rica em prata, chumbo e zinco e mineradoras drenam a água para poder retirar os materiais em minas próximas. Mas, se a caverna voltar a ser inundada, eles voltarão a crescer.

Fonte: Terra
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domingo, 18 de setembro de 2011

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Caçador amador dos EUA encontra dinossauro bebê inédito

Ilustração artística de como seria um anquilossauro; nova espécie encontrada em 1997 tinha focinho menor



Em um domingo como outro qualquer, o caçador de dinossauros Ray Stanford encontrou por acaso a impressão de um bebê dinossauro que provavelmente morreu ao ser carregado pelas águas de uma inundação.


O pequeno animal --descoberto em janeiro de 1997 no parque College, no Estado norte-americano de Maryland-- teria vivido cerca de 110 milhões de anos atrás e pertencia ao grupo de anquilossauros, que eram herbívoros dotados de uma armadura dura.

Após análises feitas recentemente, provou-se que Stanford tinha praticamente tropeçado em um novo tipo de anquilossauro.

Ele recebeu o nome de Propanoplosaurus marylandicus e possuía uma caixa craniana maior e um focinho menor do que seus primos semelhantes.


Por causa da maneira como caiu no leito do rio, com a barriga para cima, a impressão conservada no lodo reproduziu as características do crânio, das costelas e parte dos membros inferiores do animal.

O estudo sobre o bebê dinossauro está publicado na edição do "Journal of Paleontology" de 9 de setembro.





Fonte: Folha.com

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

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Penas de dinossauros são encontradas em âmbar

O âmbar permitiu preservar detalhes microscópicos, inclusive cores, que variam do preto ao marrom / HO / SCIENCE / AFP




Plumagens de 80 milhões de anos tinham um conjunto de funções ao mesmo tempo em dinossauros e aves.

Penas bem conservadas de dinossauros e de aves, que datam de 80 milhões de anos, foram encontradas em resinas de árvores fossilizadas no Canadá, informaram paleontólogos esta quinta-feira.

Esta variedade mostra que as diferentes etapas de evolução das plumas estavam presentes nesta época do final do Cretáceo e que estas plumagens tinham um conjunto de funções ao mesmo tempo em dinossauros e aves, afirmaram cientistas da Universidade de Alberta (oeste do Canadá).

O âmbar no qual onze tipos de penas ficaram presas permitiu preservar detalhes microscópicos, inclusive cores, que variam do preto ao marrom, afirmaram.

Algumas destas penas aparentemente pertenceram a dinossauros não aviários e outras a plumagens de pássaros muito similares às que voam hoje, concluíram os autores do trabalho, que será publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.

No entanto, não foram encontrados fósseis de dinossauros ou de aves diretamente relacionados com estas plumas na região do lago Grassy, onde foi achado o âmbar.

As comparações com as plumas fossilizadas descobertas nas rochas, no entanto, levam a crer fortemente que alguns destes exemplares pertenciam a dinossauros não aviários, como pequenos terópodes, dinossauros carnívoros.

Quanto às penas, são muito similares às das aves modernas, como o mergulhão, capaz de nadar debaixo d'água.

As penas foram encontradas na extensa coleção de âmbares do Museu Royal Tyrrell, no sul da província canadense de Alberta, procedentes de um famoso depósito de âmbar do Canadá, situado próximo do lago Grassy.




Fonte:
Band.com.br

terça-feira, 6 de setembro de 2011

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(Fóssil considerado maior descoberta de 2009 é contestado)

O esqueleto fóssil conhecido como Ardi, que alguns observadores apontaram como descoberta científica “revolucionária” de 2009, vem agora despertando críticas de estudiosos que contestam as alegações de que a espécie teria vivido em bosques densos e não em planícies gramadas, as quais há muito são consideradas como habitat preferencial dos primeiros seres pré-humanos e talvez respondam pela transição para o caminhar ereto.
Mais um cientista surgiu para contestar publicamente a classificação do Ardi como membro da linhagem humana, depois do ponto de divergência para com os macacos africanos. A anatomia primitiva do esqueleto, alega esse pesquisador, sugere uma espécie que antedata o ancestral comum entre as árvores genealógicas dos chimpanzés e dos seres humanos.
Duas dessas críticas foram publicadas pela revista Science, acompanhadas por respostas da equipe que reportou em outubro passado a primeira descrição e interpretação detalhada do esqueleto do Ardipithecus ramidus, ou Ardi, datado de 4,4 milhões de anos no passado. O espécime, uma fêmea adulta, provavelmente tinha 1,22 metro de altura e é mais de um milhão de anos mais velho que Lucy, o famoso esqueleto da espécie Australopithecus afarensis.
Uma equipe internacional de pesquisadores liderada por Tim White, da Universidade da Califórnia em Berkeley, descobriu os fósseis em 1992. Foram necessários 17 anos de trabalho para que o esqueleto fosse reconstruído e analisado, em companhia de espécimes relacionados, e também para o estudo do habitat em que a espécie viveu, hoje parte do território da Etiópia. Um relatório abrangente descreveu o estudo como “a descoberta científica revolucionária” do ano passado.
Talvez fosse inevitável que uma descoberta de tamanha magnitude atraísse críticas, como White mesmo reconheceu esta semana, em mensagem de e-mail. “Era inevitável que o trabalho resultasse em certo conflito de opiniões”, disse. “Desse ponto de vista, portanto, é algo que temos de ver como parte normal da ciência”.
O Ardipithecus ramidus, ou Ardi, é uma fêmea adulta de 1,22 metro de altura datado de 4,4 milhões de anos
O Ardipithecus ramidus, ou Ardi, é uma fêmea adulta de 1,22 metro de altura datado de 4,4 milhões de anos
A questão do habitat do Ardi foi proposta por Thure Cerling, geoquímico da Universidade do Utah, e por sete outros geólogos e antropólogos. Eles afirmam que usaram os dados da equipe de White para traços de terra e sílica de plantas antigas e constataram que os resultados não sustentavam a interpretação de que Ardi tivesse vivido em bosques densos.
Em lugar disso, disse o grupo de Cerling, “nossa constatação é a de que o contexto ambiental do Ar. Ramidus, em Aramis, deve ter sido representado pela chamada savana arborizada ou arbustiva, com cobertura superior de folhagem de ordem inferior a 25%”.
Os críticos do trabalho de White afirmam que uma paisagem na qual pelo menos 60% da área apresente cobertura superior por árvores ou arbustos é requerida para que a descrição “mata cerrada” possa ser utilizada. Em outras palavras, as descobertas não contrariavam, ao contrário do que alega a equipe de White, a chamada “hipótese savana”, associada ao desenvolvimento do caminhar bípede, ereto – bipedalismo – como traço de definição para separar os seres humanos e os macacos, no passado distante.
Os membros do grupo de Cerling afirmam que não pretendem defender a primazia da hipótese convencional, mas simplesmente apontar que os dados sobre o Ardi na verdade mais a sustentam que a contradizem.
Na resposta, a equipe de White afirma que os críticos estão ignorando “a totalidade das provas fósseis, geológicas e geoquímicas” apresentadas em seus estudos originais. A equipe apontou que de fato foi identificada a presença de vegetação gramínea no sítio, mas o número abundante de fósseis lá localizados provém de mamíferos adaptados à vida nos bosques, e que isso bastava para estabelecer o Ardi como “morador de um habitat denso”, e não da savana aberta.
Francis Brown, geólogo também da Universidade de Utah e pesquisador experiente quanto às origens primordiais do ser humano, um dos co-autores do estudo conduzido pelo grupo de Cerling, declarou em entrevista recente que “estamos tentando simplesmente esclarecer o registro histórico. Em nossa opinião, o Ardi não deve ter vivido em um ambiente de savana gramada aberta, e tampouco em um ambiente boscoso e fechado”.
Outro cientista, Esteban Sarmiento, da Fundação da Evolução Humana, em East Brunswick, Nova Jersey, contestou a identificação do Ar. Ramidus como hominídeo – uma espécie da linhagem humana que surgiu de um ancestral comum com o ramo evolutivo que conduziu aos modernos chimpanzés.
“Mas não existe sustentação suficiente para essa alegação“, afirmou Sarmiento, zoólogo especializado no estudo de vertebrados, em artigo para a revista Science. Ele mencionou os aspectos primitivos do esqueleto do Ardi e estudos moleculares anatômicos que, de acordo com a sua interpretação, sugeriam que o Ar. ramidus “antedata a divergência entre seres humanos e macacos africanos”.
Em sua refutação, White e seus colegas apontam para o fato de que Sarmiento baseou seu argumento em estimativas biomoleculares quanto à data de divergência entre hominídeos e homens que se estendem de três milhões a cinco milhões de anos no passado. As datas em questão não são confiáveis, afirmou o grupo, e outros estudos com fósseis levaram a estimativa de data para a divergência a recuar para seis milhões de anos no passado. White afirmou em seu e-mail que Sarmiento não havia “reconhecido como significativos os traços múltiplos e independentes do crânio, detenção e esqueleto do Ardipithecus”, o que, acrescenta, “alinha uniformemente esse primata a todos os hominídeos posteriores, entre os quais Lucy, e à exclusão de qualquer outro primata, vivo ou fóssil”.
Alguns antropólogos expressaram dúvidas, ainda não publicadas, quanto à classificação de Ardi como parte da linhagem humana. Richard Klein, antropólogo da Universidade Stanford e outro dos co-autores do estudo de Cerling, disse em entrevista que “francamente não creio que o Ardi fosse hominídeo, ou bípede”.
Daniel Lieberman, paleoantropologista da Universidade Harvard que não está nem entre os autores nem entre os críticos da observação, disse estar convencido de que “Ardi é um hominídeo”. Mas, acrescentou, “todo mundo tem dúvidas sobre que tipo de hominídeo seria, e o que isso tem a dizer sobre o último ancestral comum dos seres humanos e chimpanzés”.
Fonte: Terra/ The New York Times.

Cientistas questionam posição de ‘Ardi’ na evolução humana

Debate reavalia interpretação de fóssil que foi a ‘descoberta do ano’ de 2009

Reconstituição da possível aparência de Ardi
Reconstituição da possível aparência de Ardi
No ano passado, um esqueleto fossilizado chamado “Ardi” abalou o campo da evolução humana. Agora, alguns cientistas levantam dúvidas sobre o que essa criatura da Etiópia realmente era, e em que tipo de paisagem vivia.
Novas críticas questionam se Ardi realmente pertence ao ramo humano da árvore evolutiva, e se ele realmente vivia em florestas. A segunda questão tem implicações para as teorias sobre o tipo de ambiente que desencadeou a evolução humana.
O novo trabalho aparece na revista Science, que em 2009 declarou a apresentação original do fóssil de 4,4 milhões de anos a principal descoberta do ano.
Ardi, abreviação de Ardipithecus ramidus, é um milhão de anos mais velho que o fóssil Lucy. Ano passado, foi saudado como uma janela para os primórdios da evolução humana.
Pesquisadores tinham concluído que Ardi andava ereto e não sobre os nós dos dedos das mãos, como os chimpanzés, e que vivia em florestas, não em campos gramados. Ela não se parece muito com os chimpanzés atuais, nossos parentes mais próximos ainda vivos, embora estivesse ainda mais perto que Lucy do ancestral comum entre humanos e chimpanzés.
Esses questionamentos são comuns; grandes descobertas científicas costumam ser saudadas dessa maneira. Até que mais cientistas possam estudar o fóssil, um amplo consenso sobre seu papel na evolução humana pode continuar indefinido.
A descoberta em 2003 dos pequenos “hobbits” na Indonésia, por exemplo, desencadeou um longo debate sobre eles seriam uma espécie à parte da humanidade ou não.
Tim White, um dos cientistas que descreveram Ardi no ano passado, disse que não se surpreende com o debate atual. “Era totalmente esperado”, disse ele. “Sempre que se tem algo tão diferente quanto Ardi, provavelmente haverá isso”.
Esteban Sarmiento, da Fundação de Evolução Humana, escreve na nova análise que não está convencido de que Ardi pertence ao ramo da árvore da vida que conduz à espécie humana.
Em vez disso, argumenta, ele pode ter vindo mais cedo, antes que o ramo humano se separasse dos ancestrais de gorilas e chimpanzés.
As características anatômicas  específicas de dentes, o crânio e outras partes citadas pelos descobridores simplesmente não são indício suficiente de participação no ramo humano, diz ele. Algumas, como certas peculiaridades do pulso e da conexão da mandíbula indicam que Ardi surgiu antes que os humanos se separassem dos macacos africanos.
Em uma réplica por escrito na Science e em entrevista, White discorda de Sarmiento. “A evidência é muito clara de que no Ardipithecus há características encontradas apenas nos hominídeos posteriores e em humanos”, disse ele. Se Ardi ainda fosse um ancestral dos chimpanzés, várias características teriam tido de” evoluir de volta” para uma forma mais simiesca, o que White considera “altamente improvável”.
Outros especialistas, no entanto, disseram em entrevistas que acham que é muito cedo para dizer onde Ardi se encaixa.
Will Harcourt-Smith, do Museu Americano de História Natural e do Lehman College, disse que não poderia afirmar se Sarmiento está certo ou errado. “Estamos no início” da análise de Ardi, disse ele.
“Até que haja uma descrição mais completa do esqueleto,  é preciso ser cauteloso ao interpretar a análise inicial de um jeito ou de outro”. Mas ele disse discordar da avaliação de que Ardi seria velho demais para fazer parte do ramo humano.
Fonte: Estadão
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(Nasa encontra vida a 200 m sob camada de gelo da Antártida)


A Nasa, agência espacial americana, detectou a existência de dois seres vivos a quase 200 m sob a camada de gelo da Antártida, em plena escuridão, uma descoberta que altera as teorias sobre as condições nas quais pode se desenvolver a vida. Em comunicado divulgado nesta terça-feira, a agência americana assegura ter encontrado um Lyssianasid amphipod, um crustáceo semelhante a um camarão e de aproximadamente 8 cm. Além disso, a entidade encontrou o que parecia ser o tentáculo de uma água-viva, de cerca de 30 cm.
Uma equipe da Nasa introduziu uma pequena câmara de vídeo através da espessa camada de gelo e a fez descer na profundidade marinha, onde reina a escuridão. A cerca de 190 m, a equipe detectou e fotografou o crustáceo que, apesar de seu pequeno tamanho, rompe os princípios estabelecidos até hoje sobre as condições extremas nas quais pode haver vida. Até agora, os cientistas acreditavam que apenas alguns poucos micróbios eram capazes de viver nessas condições.
O crustáceo Lyssianasid amphipod é semelhante a um camarão e mede cerca de 8 cm
O crustáceo Lyssianasid amphipod é semelhante a um camarão e mede cerca de 8 cm
A descoberta da Nasa pode motivar expedições na busca de vida a locais até agora descartados no espaço, como planetas ou luas congeladas. “Estávamos trabalhando com o pressuposto de que não íamos encontrar nada”, disse o cientista da Nasa Robert Bindschadler, que apresentará o vídeo da descoberta na reunião de amanhã da American Geophysical Union.
“É um camarão que você gostaria de ter no prato”, brincou. O cientista ressaltou que o Lyssianasid amphipod não é exatamente um camarão, mas um primo distante desta espécie.
Fonte: EFE/Terra

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

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Sonda da Nasa descobre as estrelas mais frias do Universo

A sonda espacial Wise descobriu as estrelas mais frias já encontradas no Universo, com uma temperatura similar à do corpo humano, informou a Nasa (agência espacial americana) em comunicado na terça-feira (23).
Após uma década de tentativas, a agência detectou seis delas, que se encontram a uma distância relativamente próxima ao Sol, a cerca de 40 anos-luz.
As estrelas são 5.000 vezes mais brilhantes --e mais fáceis de observar que na Terra-- quando são vistas através das ondas infravermelhas da Wise, explicou o diretor da Divisão de Astrofísica da Nasa em Washington, Jon Morse.
Nasa/JPL/Reuters
Ilustração artística de estrelas anãs marrom de diferentes temperaturas; a recém-descoberta é a primeira à direita
Ilustração artística de estrelas anãs marrom de diferentes temperaturas; a recém-descoberta é a primeira à direita
Os astrônomos estudam as anãs marrons para compreender melhor como se formam os astros e estudar as atmosferas de planetas fora do nosso Sistema Solar.
As atmosferas das anãs marrons são similares às dos planetas gigantes gasosos como Júpiter, mas são mais fáceis de observar, uma vez que estão sozinhas no espaço, longe da forte luz de uma estrela mãe.
Até agora, os dados revelados pela Wise descobriram mais de uma centena de anãs marrons.