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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

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Esfinge etrusca é encontrada em tumba na Itália



Uma estátua de cerca de 50 centímetros de altura que lembra a esfinge egípcia de Gizé foi encontrada no sítio arqueológico de Vulci, no Lazio, região central da Itália.

A peça, que representa um felino com asas e rosto de mulher, foi encontrada na entrada de uma tumba etrusca. Vasos pintados também foram achados na ocasião, muitos deles intactos.

Arqueólogos acreditam que a tumba foi violada antigamente, mas que não sofreu novos acessos desde então. Os saqueadores levaram somente objetos considerados "vendáveis", entre eles metais preciosos, e deixaram o resto do conteúdo da tumba intacto. Isto explica porque a estátua permaneceu no local.

Estudos primários apontam que a Esfinge de Vulci, como está sendo chamada, seria datada do período entre os séculos V a.C. e VI a.C.




Fonte:
UOL
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Estudos apontam que a domesticação de gatos começou há cerca de 10 mil anos

Túmulo de homem enterrado com um gato há 9,5 mil anos na Ilha de Chipre: convívio humano com o animal começou muito antes dos egípcios



Eles não levam a bolinha até o dono, não abanam o rabo como sinal de felicidade nem colocam a barriga para cima pedindo carinho. Nem por isso merecem ficar de fora da categoria “melhor amigo do homem”.

Gatos podem até parecer pouco afetuosos, mas, se fosse assim, não existiriam cerca de 600 milhões deles vivendo com humanos, em todas as partes do mundo. Essa amizade é mais antiga que se pensava.

Por muito tempo, acreditou-se que a aproximação dos felinos com as pessoas começou há 3,5 mil anos, no Egito.

Mas novos estudos genéticos sugerem que, na verdade, foi há quase 10 mil anos, na região do Crescente Fértil (no Oriente Médio e norte da África), que teve início essa história de amor.

Segundo pesquisadores da Universidade da Califórnia (UC), câmpus Davis, a região geográfica considerada o “berço da civilização moderna” também é o berço dos gatinhos. Foi lá que os felinos começaram a ser domesticados.

De acordo com a veterinária Monika Lipinski, que conduziu um estudo sobre a ancestralidade dos gatos na UC envolvendo o DNA de 11 mil gatos, todos eles têm origem no mesmo lugar. Assim como ocorreu com os cachorros, a relação inicial foi de troca.

Os homens, fixados no campo, precisavam de um aliado que desse cabo das ratazanas que insistiam em devorar os estoques de alimentos cultivados.

Por sua vez, os gatos, predadores naturais de roedores, provavelmente viram nos novos assentamentos agrícolas a chance de ganhar banquetes diários.

“Propensos a caçar camundongos, ratos e outros roedores, os gatos tornaram-se companheiros convenientes para os homens. Eventualmente, tornaram-se animais de estimação, mas acho que nunca foram completamente domesticados”, diz Lipinski.

Apaixonada pelos bichanos — ela faz parte de diversas associações dedicadas a animais e é dona de um bengali e de um persa —, a veterinária sustenta que, ao contrário dos cachorros, os felinos mantiveram sua independência.

“Eles são autossuficientes e, mesmo em relação à alimentação, não ficam esperando o dono encher os pratinhos. Se necessário, vão atrás da própria comida”, diz.

Leslie Lyon, orientadora do pós-doutorado de Lipinski em 2008, conta que as amostras de DNA coletadas sugerem que, ao serem domesticados no Crescente fértil e se espalharem pelo mundo com os humanos, os gatos se concentravam em apenas quatro grupos genéticos, algo que não mudou em 10 séculos.

As linhagens e suas origens são F. silvestris silvestris na Europa, F. s. bieti na China, F. s. ornata na Ásia e F. s. cafra na África.

“Eles podem ser bastante diferentes, mas as manipulações das raças têm mais a ver com estética do que com função. Os gatos domésticos continuam, geneticamente, semelhantes aos quatro grupos ancestrais. Raças que, por exemplo, se originaram nos Estados Unidos, como o maine coon e o shortrair, têm um DNA bem parecido ao de raças europeias”, diz Lyon.

A veterinária conta que, entre as curiosidades descobertas pela pesquisa, está a de que o persa, na verdade, não tem quase nada de oriental.

“Seu grupo é mais ligado ao da Europa ocidental”, conta. A origem do peludo estaria no Mediterrâneo, e não no Irã, como o nome sugere.

Já o siamês faz jus à alcunha: geneticamente, seu grupo pertence à Ásia. “É importante notar que, com a pobreza genética em termos de diversidade, os gatos domésticos estão suscetíveis a distúrbios do DNA, como doença renal policística, que costuma atacar os persas, e cegueira, um problema comum a várias raças”, afirma Lyon.



Amizade


“O interessante é que, diferentemente dos cachorros, que têm uma função importante para a casa, como a segurança, e, no passado, eram essenciais para afugentar grandes predadores, os gatos quase não contribuíram para a sobrevivência humana”, observa Monika Lipinski .

Por isso, os cientistas ainda não entendem o porquê de o Homo sapiens ter se afeiçoado tanto a esses bichos. Uma das provas de que a companhia do gato foi conquistada menos por necessidade e mais por amizade é justamente a baixa variedade genética.

Enquanto criadores de cachorros fizeram diversos cruzamentos ao longo da história para adaptar os cães a diferentes funções — caça, guarda, farejo de presas e vigilância, por exemplo —, os gatos foram pouco manipulados. Os cruzamentos, nesse caso, ocorreram com um único objetivo: deixá-los ainda mais bonitos.

A primeira evidência de domesticação dos gatos foi descoberta por Jean-Denis Vigne, pesquisador do Museu Nacional de História Natural, de Paris.

Em um artigo publicado na revista Science, Vigne e sua equipe descreveram uma tumba na Ilha de Chipre, no Mediterrâneo, de 9,5 mil anos, onde estavam enterrados um ser humano e um gato.

Na sepultura do indivíduo — a fragilidade dos ossos não permitiu saber se era um homem ou uma mulher —, continha várias pedras polidas, joias, ferramentas e outros itens que, possivelmente, eram oferendas.

Para Vigne, tratava-se de alguém rico, pela quantidade e qualidade dos objetos. A 40cm, estava o esqueleto do gato.

O animal foi posicionado simetricamente em relação ao seu dono, com a cabeça voltada para o oeste. “Isso indica que, já naquela época, havia uma forte relação entre gatos e humanos. Possivelmente, os gatos eram considerados seres mágicos”, explicou o especialista à Science.




Gato selvagem africano semelhante aos primeiros felinos domesticados pelo homem


Ele disse que não há evidências suficientes para se garantir qual o papel dos gatos no Neolítico, mas contou que já foram descobertas diversas imagens de gatos esculpidas em pedras, sugerindo que eram objetos religiosos.

No Egito, onde se acreditou por muito tempo que ocorreu a domesticação felina pela primeira vez, sabe-se que gatos representavam a divindade Bastet. Quando morriam, eram mumificados com a mesma pompa que seus donos.

Em museus com acervo de egiptologia, como o Museu do Louvre, em Paris; o Museu Britânico, em Londres; e o Metropolitan, em Nova York, há diversas múmias de gatos, assim como objetos que os representam.

O tratamento dispensado aos bichanos, porém, não era lá o melhor. Eles eram criados para adorar a deusa e, para isso, sacrificados e enterrados na cidade sagrada de Bastet.

A maioria, porém, não teve essa má sorte. Ao se espalhar pelo mundo com seus donos — há quem diga que, na verdade, o gato é que é o dono —, eles deixaram de ser usados em rituais e passaram a exercer uma função bem menos dramática: ronronar e arrancar suspiros dos apaixonados proprietários.


Fim do nomadismo

Irrigada pelos rios Jordão, Eufrates, Tigre e Nilo, essa região compreende, hoje, Israel, Cisjordânia, Líbano, Jordânia, Síria, Iraque, Egito, Turquia e Irã. É uma área fundamental na história da humanidade. Foi lá que, há 11 mil anos, o homem deixou de ser nômade e passou a se fixar no campo, de acordo com arqueólogos.





Fonte:
Correio Brasiliense

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

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Arqueólogos descobrem antigo carimbo em Jerusalém



Arqueólogos israelenses disseram no domingo ter descoberto um carimbo de argila de 2 mil anos, perto do Muro Ocidental, também conhecido como Muro das Lamentações, de Jerusalém, confirmando relatos escritos de rituais que eram realizados no templo sagrado judaico.
O objeto do tamanho de um botão tem as palavras "puro para Deus" inscritas em aramaico, indicando que era usado para certificar alimentos e animais usados para cerimônias de sacrifício.
O Muro Ocidental faz parte de um complexo conhecido pelos judeus como o Monte do Templo e pelos muçulmanos como o Nobre Santuário, onde a mesquita islâmica al-Awsa e o Domo da Rocha estão localizados.
"Parece que o objeto era usado para marcar produtos ou objetos que eram trazidos para o Templo, e era imperativo que fossem puros segundo rituais", disse a Autoridade de Antiguidades de Israel, em comunicado para divulgar a descoberta.
A entidade disse acreditar ser a primeira vez que tal selo foi escavado, oferecendo uma prova arqueológica direta de rituais que eram realizados no templo e que eram descritas em textos antigos.


Fonte: Terra

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

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Neandertais construíram na Ucrânia casas com ossos de mamutes


Uma conclusão recente sobre um sítio arqueológico encontrado em 1984 em Molodova, na Ucrânia, que está sendo estudado desde então, refuta a ideia de que os neandertais eram nômades primitivos que usavam cavernas como lar para se protegerem do frio ou dormirem à noite.
Uma espécie de casa construída com ossos de mamutes, com pelo menos 44 mil anos, mostra justamente o contrário --os neandertais teriam sumido há 30 mil anos.
Os restos indicam uma construção circular que teria sido erguida para estadias prolongadas, especulam pesquisadores do Museu Nacional de História Natural, em Paris.
Os ossos dos mamutes --16 eram peças grandes-- foram usados como pavimento da residência em uma área onde não havia árvores e como meio de proteção contra o vento. Os artefatos não foram reunidos aleatoriamente, mas, ao que tudo indica, escolhidos minuciosamente.
Os neandertais, acreditam os cientistas, não apenas caçavam e comiam os mamutes, mas também colecionava os ossos dos animais que tinham morrido por causas naturais.
A descoberta será publicada no jornal "Quaternary International".
Os mais antigos restos de uma construção conhecida é de 500 mil anos atrás, construída por um ancestral do Homo erectus em uma área em Tokyo, que tinha como estrutura postes de madeira fincados no solo.


Fonte: Folha.com

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

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Peru descobre restos de 60 pessoas sacrificadas há mil anos





Os restos de 60 pessoas sacrificadas para cultuar um personagem do alto escalão da civilização Sicán, uma cultura pré-inca de mais de mil anos, foram descobertos no santuário histórico Bosque de Pomac, na costa norte do Peru, informa o jornal El Comercio no sábado.
Os achados foram realizados pelos pesquisadores peruanos Carlos Elera e José Pinilla em um sistema de drenagem a poucos metros do complexo arqueológico de Las Ventanas, em Lambayeque.
Os restos foram encontradas em uma enorme tumba com um buraco centralizado que mede 150 m² e 8 m de profundidade.
As ossadas sem cabeça tinham oferendas ao redor, como crânios, pratos, cerâmicas e restos de cães e camelos.
Carlos Elera, diretor do Museu Nacional de Sicán, explicou ao El Comercio que os governantes da época podiam pertencer a linhagens de prestígio no âmbito setentrional andino (entre a cidade peruana de Piura e a equatoriana de Guayaquil).
A população vivia nos vales de Lambayeque até Jequetepeque, na atual região de La Libertad, no Peru.
A cultura Sicán, ou Lambayeque, surgiu em torno dos anos 700 a 750 d.C. e se manteve vigente até 1375, com seu apogeu entre os anos 900 e 1100.
A civilização rendia culto ao Senhor de Sicán, personagem da cultura religiosa de maior prestígio do norte do Peru durante 600 anos.


Fonte: Terra

domingo, 18 de dezembro de 2011

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Arqueólogos encontram cemitério pré-colombiano no Panamá






Escavações encontraram túmulos com cerca de mil anos de idade; restos mortais tinham metais preciosos.

Um cemitério pré-colombiano de pessoas de destaque na sociedade com entre 700 e mil anos de antiguidade foi encontrado no Parque Arqueológico El Caño, que fica na província de Coclé, no centro do Panamá.
Os arqueólogos encontraram seis túmulos, das quais foram escavadas quatro, onde estavam depositados 25 restos mortais. "O maior tem uns cincos metros de comprimento por 3,5 de largura, e nele há pelo menos 25 corpos, um deles aparentemente de uma pessoa muito importante, porque estava coberto de ouro e cobre, com artefatos feitos de ossos de animais e pedras", relatam os arqueólogos.
As escavações começaram em 2006, numa área de 5 mil metros quadrados, mas os primeiros achados só foram registrados em 2008 e 2009. Os arqueólogos encontraram primeiro restos carbonizados das estruturas de madeira que cobriam alguns dos túmulos e, no ano seguinte, foram encontrados os restos do enterro de um bebê.
"Sabíamos que tínhamos algo grande nas mãos em função das leituras e da documentação dos sítios similares, como o Sítio Conte, que era um cemitério de chefes ou de pessoas da alta sociedade", dizem os especialistas. Sítio Conte, também na província de Coclé, foi explorado por arqueólogos americanos em 1940 e fica a 2,5 quilômetros ao sul do Rio Grande, área onde está El Caño.
Os arqueólogos afirmaram que as peças estão em processo de análise para investigar a relação entre sitio Conte e El Caño, porque os restos encontrados nos dois lugares são da mesma época.
"Pensávamos que sitio Conte era um local excepcional e que El Caño era uma área onde se coordenavam atividades econômicas, sociais e política, ou um centro de cerimônias", dizem os especialistas.
O cemitério encontrado em El Caño foi utilizado durante aproximadamente 300 anos e, ainda que não se saiba com precisão que grupo ou sociedade ocuparam a área, acredita-se que foi um grupo cuja identidade pode ser rastreada no Panamá entre o Golfo de Montijo, na província de Veraguas, e a cidade do Panamá, a partir do ano 150 depois de Cristo até a conquista dos espanhóis.
"Não conhecemos o nome desse grupo e talvez não o conheçamos, mas seus sinais e identidade são as que estão enterradas nos sítios arqueológicos desse período, na região central do Panamá.
A descoberta será reportagem de capa da revista National Geographic para América Latina em janeiro de 2012.


Fonte: Estadão
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Túmulo de Cipião, o Africano, é reaberto ao público em Roma


O mausoléu, em Roma, da família Scipioni, à qual pertenceu o ilustre general Cipião, o Africano, (em latim Publius Cornelius Scipio Africanus), célebre pela atuação durante as guerras púnicas, nas quais derrotou o invasor Aníbal de Cartago, no século III a. C. será aberta ao público no dia 27 de dezembro, depois de permanecer 20 anos fechada. A reforma do local, descoberto por acaso em 1780, custou 1,3 milhão de euros (R$ 3,1 milhões).
A batalha de Zama (que alguns historiadores chamam de "Batalha de Waterloo" da antiguidade), foi um feito que rendeu a Cipião a alcunha de Africanus.
O monumento funerário, composto por uma série de galerias subterrâneas de 2 m de altura, com elegantes sarcófagos, está localizado junto à Porta di San Sebastiano, a algumas centenas de metros das Termas de Caracalla, um dos locais mais fascinantes da parte histórica de Roma.
A construção, que possuía na entrada um imponente edificio de colunas, foi iniciada pelo cônsul romano Lucius Cornelius Scipion Barbato.
O general Cipião, o Africano, foi o único que conseguiu derrotar Aníbal durante a Segunda Guerra Púnica, depois da invasão da Itália pelos exércitos cartagineses.
No entanto, a elegância do local traz um dado surpreendente: Cipião, o Africano, não foi enterrado aí.
Acusado de ter recebido suborno, deixou Roma e não voltou nunca mais. Diz-se que passou seus últimos dias dedicado a uma plantação em sua propriedade de Litermum (perto de Nápoles), e que antes de morrer pediu que seu corpo ficasse aí, não na Roma ingrata.
Seu pedido foi atendido e seu túmulo ainda existia em Litermum, segundo o historiador romano Tito Livio.
"Pátria ingrata, não te deixarei nem meus ossos", dizia seu epitáfio. "Aqui se respira História", comentou Rita Volpe, arqueóloga responsável pelo monumento, em Roma, cercado de ciprestes e pinheiros.
"Estudamos as guerras púnicas no colégio e aqui estão enterrados quase todos seus protagonistas", comentou ela à AFP.
O túmulo foi descoberto por acaso, em 1780, por dois religiosos, proprietários de um vinhedo. Os trabalhos recentes de restauração, no valor de 1,3 milhão de euros, foram financiados pela prefeitura e começaram em 2008.
A zona arqueológica foi fechada em 1992, devido às más condições do terreno e o risco de desabamentos. Estende-se por mais de 2 mil m², até a região de Appia Antica.


Fonte: Terr

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

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Descoberta de fortificação resgata época das Cruzadas em Beirute


As cruzadas deixaram algumas marcas no porto de Beirute, por onde já passaram mais de 17 civilizações, com a construção de um forte, entre os séculos X e XI, cujos vestígios não foram apagados pelo tempo e acabam de ser descobertos.
O achado foi descoberto de maneira inesperada, já que os vestígios da esquecida fortificação veio à tona depois que se iniciaram as obras para a reforma e a criação de uma praia pública.
Em entrevista à Agência Efe, o responsável pelas escavações da Direção Geral de Antiguidades libanesa, Assad Seif, explicou que "a fortificação era situada em frente ao mar, como um porto, onde se formou uma verdadeira proteção natural".
O terreno explorado revela os restos de muros de pedra com inscrições e várias colunas, além dos vestígios de duas torres.
Apesar de se tratar de uma fortificação, os especialistas não encontraram nenhum tipo de restos de armas, somente peças de cerâmica e alimentos.
Seif acrescentou que em seus primeiros trabalhos, iniciados no último mês, já conseguiu compreender a razão do lugar e do entorno natural, que servia de proteção aos ataques indesejados.
A fortificação fica no ponto de encontro "de um pequeno rio com o mar, justo no local onde estava a bacia portuária de Beirute", indicou o especialista.
Construída em pedra caliça, a fortificação era situada entre um rio, que fazia um fosso natural, uma torre e o mar. "O forte, que ficava sobre uma montanha rochosa, garantia o controle do mar e também oferecia um posto de observação estratégico", ressaltou Seif.
"Isto nos faz pensar que essa fortificação se estendia até o leste da costa, onde havia uma torre que foi descoberta nos anos 90 pela arqueóloga Leila Badr e sua equipe da Universidade Americana de Beirute", completou.
A fortificação não abriga somente os restos das cruzadas, mas também da época romana tardia, quando os fortes eram construídos com blocos de pedra e muros que se alternavam com hastes de colunas. O local também conta com sinais de incêndio, o que, segundo os especialistas, é um indício de combates e de destruição.
Seif acrescentou que os otomanos também deixaram sua marca no lugar, como um aterro para criar um novo sistema portuário.
Agora, a Direção Geral de Antiguidades libanesa trabalha em colaboração com os responsáveis locais para integrar esta parte da história do Líbano à cidade.
"Temos agora a possibilidade de trabalhar juntos para integrar a arqueologia nesse lugar e preservá-la onde a encontramos", concluiu Seif.

Fonte: UOL

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

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Milhares de objetos do século 19 são encontrados sob calçada de NY


Entre os artigos descobertos estão uma escova de dentes de osso e pratos de porcelana chinesa.

Trabalhadores que instalavam um encanamento subterrâneo no distrito financeiro de Nova York encontraram um "tesouro arqueológico" de mais de cinco mil objetos pessoais que datam do início do século 19, informou o site "DNAinfo".

Entre os artigos, descobertos em outubro sob os alicerces de um antigo porão da rua Fulton, se destacam uma escova de dentes de osso, uma moeda de cobre de meio centavo e pratos de porcelana chinesa importada, segundo Alisa Loorya, membro do grupo de arqueólogos que desenterrou as peças.

Alisa declarou ao "DNAinfo" que a descoberta "ajuda a recriar uma imagem de como foi aquela época histórica" e afirmou que os objetos pertenceram a uma família rica que os abandonou após se mudarem de casa por volta de 1825.

É possível que os objetos fossem propriedade dos Van Cortlandt, uma dinastia de origem holandesa que descende de Stephanus van Cortlandt (1643-1700), o primeiro prefeito nativo da ilha de Manhattan, quando esta ainda era domínio colonial dos Países Baixos e se chamava Nova Amsterdã.

A arqueóloga explicou que "inicialmente quase não distinguíamos um muro, mas depois vimos que a parede continuava e começamos a ver as peças", que demoraram dois dias e meio para serem retiradas do buraco e agora são analisadas em um laboratório de Brooklyn.

Na mesma área da cidade também foram descobertas partes de uma rede de encanamentos do início do século 19, a maior parte da qual ainda segue oculta sob a calçada.


Fonte: Estadão
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Arqueólogos encontram 'casa de bruxa' do século 17 com gato mumificado


Gato emparedado estava em uma sala fechada da casa

Arqueólogos britânicos encontraram um gato mumificado em uma casa do século 17 durante um projeto de construção em Lancashire, no norte da Inglaterra.
A casa foi descoberta perto de um reservatório no vilarejo de Barley. A construção tem uma sala fechada e, dentro de uma das paredes, foi encontrado o gato mumificado.
Os historiadores afirmam que a casa pode ter pertencido a uma mulher acusada de bruxaria que vivia na região no século 17 e acredita-se que o gato tenha sido emparedado vivo para proteger os moradores da casa de maus espíritos.
Uma companhia de fornecimento de água, a United Utilities, levou os arqueólogos para o local, um procedimento de rotina da companhia antes de fazer obras de escavação em áreas que podem ter importância arqueológica.
"É como descobrir sua pequena Pompeia. Raramente temos a oportunidade de trabalhar em algo tão bem preservado", disse Frank Giecco, arqueólogo que descobriu a casa.
"Assim que começamos a cavar, encontramos o topo das portas e sabíamos que tínhamos em mãos algo especial", acrescentou.
A região de Lancashire teve muitos registros da presença de mulheres acusadas de bruxaria no século 17, principalmente na área de Pendle Hill, onde a casa foi encontrada.
Na época, distritos inteiros em algumas partes de Lancashire relatavam ocorrências de bruxaria, contra homens e animais, gerando uma onda de acusações contra muitas pessoas.
Em 1612, 20 pessoas, entre elas 16 mulheres de várias idades, foram levadas a julgamento, a maioria delas acusada de bruxaria, em um episódio que ficou conhecido na região como o 'julgamento das bruxas de Pendle'.

'Tumba de Tutancâmon'


Frank Giecco afirmou que a construção encontrada é um "microcosmo da ascensão e queda desta área, do tempo das 'bruxas de Pendle' até a era industrial. Há camadas de história bem na sua frente".
"Não é com frequência que você encontra uma casa de contos de fada completa, incluindo o gato da bruxa", disse Carl Sanders, gerente de projeto da companhia.
"A construção está em ótimas condições, você pode andar por ela e ter um sentimento real de que está espiando o passado."
"Pendle Hill tem uma verdadeira aura, é difícil não ser afetado pelo lugar", afirmou Sanders.
"Mesmo antes de descobrirmos a construção, havia muitas piadas entre os funcionários sobre vassouras e gatos pretos. A descoberta realmente nos surpreendeu", disse.
"Em termos de importância, é como descobrir a tumba do (faraó egípcio) Tutancâmon", disse Simon Entwistle, especialista nas bruxas de Pendle.
"Daqui a alguns meses teremos os 400 anos dos julgamentos das bruxas de Pendle e aqui temos uma descoberta rara e incrível, bem no coração da região das bruxas."
"Gatos aparecem muito no folclore sobre bruxas. Quem quer que tenha dado este destino horrível a este gato, certamente estava buscando proteção de espíritos malignos", acrescentou.


Fonte: BBC


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Escavações revelam primeiro "colchão" pré-histórico

Na imagem, vestígios da forragem usada na caverna da África do Sul

Descoberta na África do Sul mostra que humanos há 77 mil anos já estavam preocupadas com a limpeza de suas cavernas.

Há 77 mil anos, humanos já se preocupava em dormir num local limpinho, macio e longe de insetos.
Pesquisadores descobriram na África do Sul uma espécie de colchão rudimentar, formado por plantas aromáticas que também servia como repelente.
O aparato, encontrado durante escavações na caverna Sidibu, na África do Sul, é a prova mais antiga do uso de vegetação rasteira para dormir.
O “colchão” na verdade era formado por uma fina camada de caules e folhas de um tubérculo fossilizado, chamado junça, coberta por uma fina camada de folhas de Cryptocarya woodii.
As folhas desta árvore contêm substâncias químicas com poder inseticida. Antes da descoberta, acreditava-se que os humanos daquela época dormiam diretamente sobre a areia em acampamentos, próximos a fogueiras.
“A forragem de 77 mil anos continha folhas usadas não só pelo cheiro bom, mas também por produtos químicos para repeliam insetos e outras pragas. As pessoas estavam construindo suas camas com essa proteção em mente”, disse ao iG Lyn Wadley, professora de arqueologia da Universidade de Witwatersrand, na África do Sul, e autora do estudo publicado no periódico científico Science.

De acordo com o estudo, a forragem não foi usada apenas para dormir, mas teria proporcionado uma superfície confortável para viver e trabalhar.

A limpeza era feita de forma contínua, por meio da queima do colchão pré-histórico – a prática ficou mais intensa só há 73 mil anos, o que sugere o aumento da população.


Das cavernas, mas limpinho


Como as plantas não foram tecidas nem alteradas, só colocadas no chão, Lyn considera incorreto chamar o aparato de colchão.

Para ela o mais interessante da descoberta está no fato do uso de plantas medicinais há 77 milhões de anos.



Planta aromática era usada como repelente em forragem de cavernas

“Duas questões tornam a presença da forragem mais cedo do que imaginávamos muito importante. Primeiro, o uso de plantas medicinais em forragens para repelir insetos. Depois as queimas repetidas, onde é possível analisar as alterações no padrão de assentamento humano na região. Conforme o abrigo passou a ser habitado com maior frequência e aqueles que ocuparam eles tiveram que limpar a sujeira deixada por antigos moradores”, disse.




Fonte:
IG
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Especialistas estão perplexos com marcações antigas em Jerusalém



Três esculturas simples em forma de ‘V’ foram descobertas na parte mais antiga da cidade e tem intrigado os especialistas.
A escavação arqueológica em si é politicamente sensível – conduzida pelo governo israelense, financiado por uma organização judia e está ocorrendo em um bairro palestianiano.
Na foto que ilustra este post, há três marcas misteriosas com ingredientes de um bom mistério que até mesmo os especialistas não conseguem resolver.
Apesar de suas origens ou propósitos desconhecidos, estas não são as únicas marcas de sua espécie, o explorador britânico Montague Parker encontrou uma marcação semelhante em um túnel subterrâneo enquanto procura os tesouros perdidos do Templo judeu em 1909-1911.
Os arqueólogos responsáveis pela escavação sabem tão pouco que eles têm sido incapazes até mesmo de postular uma teoria sobre sua natureza, disse Eli Shukron, um dos dois diretores da escavação.
“As marcas são muito estranhas, e muito intrigante. Eu nunca vi nada parecido com eles”, disse Shukron.


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

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Restos maias de dois mil anos são descobertos no México


Trata-se das primeiras ossadas da época anterior à chegada dos espanhóis.

Arqueólogos mexicanos descobriram restos maias do período pré-hispânico com cerca de dois mil anos de antiguidade.
Trata-se dos primeiros encontrados em Mérida, no sudeste do país, divulgou o Instituto Nacional de Antropologia e História.

A instituição indicou em comunicado que os arqueólogos encontraram há alguns dias restos de dois enterros no centro histórico de Mérida, os primeiros da época anterior à chegada dos espanhóis que se localizam na capital de Yucatán e que poderiam corresponder a um assentamento maia denominado região de Joo.

O arqueólogo Angel Góngora Salas explicou que outras ossadas encontradas anteriormente em Mérida pertencem ao período colonial e etapas posteriores, "daí a relevância dos dois enterros humanos encontrados recentemente no Parque Hidalgo", provavelmente dos períodos pré-clássico médio e tardio (600 a.C. a 250 d.C.).

Ele também detalhou que em um deles foi encontrado um esqueleto inteiro junto com cerâmica, no segundo foram encontrado restos de ossos calcinados e cinzas que estavam dentro de uma urna. Os especialistas especulam que se tratou de uma cremação.

Com a descoberta, os pesquisadores têm os primeiros elementos para estudar "costumes funerários maias nessa área", disse Salas.
Ele ressalta que os túmulos foram encontrados a pouco mais de dois metros de profundidade em uma escavação para instalar cabeamento subterrâneo.

Salas, responsável pelos trabalhos arqueológicos no centro histórico de Mérida, detalhou que o esqueleto inteiro estava em bom estado de conservação e, aparentemente, pertence a um homem que foi sepultado de cócoras e com as mãos na cabeça.

O segundo enterro estava dentro de uma urna quase completa e os restos depositados no interior parecem ter sido incinerados.

"A hipótese é que se trata de um enterro secundário, isto é, um indivíduo que foi enterrado em outro local de onde mais tarde foi retirado para cremá-lo e guardá-lo em uma vasilha, conforme a tradição maia", diz Salas.

No entanto, ele esclareceu que é preciso esperar a perícia dos antropólogos para estabelecer com precisão se de fato é um enterro secundário e qual a etapa cronológica correspondente.

O especialistas lembrou que Mérida foi construída na época colonial sobre um assentamento pré-hispânico da região maia de Joo, o que sugere que os vestígios devem pertencer a esse assentamento indígena.

Fonte: Estadão
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De ETs ao apocalipse: entenda os mitos sobre os maias

Empenhados em esclarecer que os maias não teriam previsto que o mundo acaba em 2012, pesquisadores mexicanos afirmam que o certo sobre esse grupo indígena é sua obsessão com o tempo e a observação dos astros.
A profecia catastrófica que associaria o fim do mundo ao mês de dezembro do próximo ano, no entanto, não é o único mito que cerca o povo maia.
De um desaparecimento misterioso a uma ligação com extraterrestres, existem diferentes teorias sobre os maias que povoam o imaginário popular.
"Os maias da época pré-hispânica foram um dos poucos grupos no continente que deixaram marcadas as histórias de reis, elementos míticos e suas conclusões a partir da observação dos astros e do tempo. Esse conhecimento resistiu com um sistema de escrita, números e contagem do tempo que está registrado em parte em monumentos e documentos históricos que dão uma visão única do seu pensamento. Isso não quer dizer que outros povos não tivessem o mesmo nível de sofisticação, mas não deixaram registros, e isso é o que torna os maias tão atrativos", explicou em entrevista ao Terra o antropólogo e arqueólogo Mario Aliphat, do Colegio de Postgraduados de Puebla.

Ligações com ETs?

A existência de uma cultura tão impressionante e diversa abriu espaço para variadas interpretações.
Uma das mais intrigantes é a que tenta associar os maias a origens extraterrestres. A ideia nunca foi comprovada, mas uma figura encontrada na tumba do rei Pakal, em Palenque, dá asas à imaginação de muita gente.
Ela mostra um homem de traços indígenas, mas considerado alto para a estatura média dos maias, e dentro do que poderia parecer uma nave espacial, com controles e alavancas.
"Para os que trabalham para descobrir a essência dessa cultura e civilização antiga é preocupante que existam pessoas que só pensem em conexões estrambóticas com extraterrestres. Há quem diga que os indígenas não poderiam ter construído essas grandes pirâmides e cidades, o que é negar uma verdade. Essas estruturas feitas por eles expressam o impressionante grau de desenvolvimento e complexidade social e cultural maia", afirmou Aliphat, que participou da 7ª Mesa Redonda de Palenque, evento que reúne 60 especialistas no tema e que terminou na sexta-feira em Chiapas, no sul mexicano.

Desaparecimento misterioso

Outra ideia frequentemente associada aos maias é de que esse povo teria desaparecido misteriosamente, bem antes da chegada dos conquistadores espanhóis.
De fato, especialistas coincidem em que houve abandono de cidades, provavelmente por desmatamento de terras.
O colapso teria acontecido há mais de mil anos, no período Clássico (300-900 d.C.). No entanto, os maias deixaram descendentes integrados à civilização mexicana que mantiveram suas línguas e tradições, em regiões como a Península de Yucatán, os estados de Tabasco e Chiapas, no México, Guatemala e parte de Honduras e El Salvador.
"Eles não desapareceram. Hoje existem quase 30 línguas maias ativas, de um povo com uma sabedoria impressionante em uma região incrível da Mesoamérica, com variedades de clima e vegetação. Esses descendentes maias são a sequência constante do seu próprio tempo", diz Aliphat.

O tempo e os maias

A obsessão com o tempo é uma marca do povo maia. Segundo Aliphat, os maias dividiam o tempo em ciclos que se repetiriam.
O fim de um ciclo marcava o início de outro, em um registro contínuo do tempo, como fazem os astrônomos, a partir da observação científica de estrelas, planetas e constelações, mas sem computadores e tecnologia.
"Com esse registro, eles já podiam predizer eclipses, por exemplo, e o comportamento dos astros em geral, que para eles eram divindades. Isso fez com que ao entender, registrar e aprofundar-se no pensamento do tempo passado, poderiam projetar o futuro. Havia augúrios bons, outros ruins. Os maias acreditavam que certas datas poderiam ser mais positivas que outras para determinado evento, e se preocupavam com isso, como as pessoas, hoje, leem o horóscopo nos jornais e revistas", detalha o especialista.
A obsessão com as profecias e o tempo se manteve mesmo após a chegada dos conquistadores espanhóis.
Em um documento composto por textos sagrados e proféticos chamado Chilam Balam, os sacerdotes maias lutaram para registrar sua história e manter seus costumes, embora adaptados a um calendário que passaria a ser dominante.
"O Chilam Balam encerra diferentes tipos de profecias com uma estrutura cíclica. Então, se em determinado período passado houve fome, doenças ou guerra, os maias acreditavam que no mesmo período, mas de um novo ciclo, aconteceria algo similar. Tudo, claro, relacionado à vida maia. O mundo a que se referem é seu mundo, não o mundo de outros povos, que para eles não existiam", explicou ao Terra Laura Caso Barrera, historiadora do Colégio de Pós graduados de Puebla.
Os maias lidavam com diferentes concepções de tempo. Para eles, havia um calendário de 365 dias, que se entronca com outro, que marca as datas de rituais, de 265 dias.
Há também outros tipos de contagem do tempo, como os katunes, já do período Pós-clássico (900-1200 d.C.), uma forma de contar e entender o tempo por períodos de 20 anos, e os baktunes, períodos de 400 anos, em cálculos complicadíssimos.
O calendário ritual também se associava a profecias diárias que marcavam a vida do povo maia. Por meio dele, se determinavam os dias favoráveis para começar uma colheita, tratar uma doença ou escolher o nome de um recém-nascido.
"Os maias da época colonial retomaram os calendários cristãos através de livros europeus para entender o funcionamento dos calendários juliano e gregoriano e então fazer correlações com os calendários indígenas. Foi algo astuto, porque eles copiavam as datas cristãs dos calendários europeus e associavam essas datas às de rituais indígenas", afirmou ao Terra a historiadora.
"Para fazer isso, foi necessária uma série de cálculos impressionantes. E os sacerdotes católicos, que não conheciam o funcionamento do calendário indígena, não desconfiavam que, assim, os maias mantinham seus rituais", completou.


Fonte: Terra
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Pesquisa afirma que guerreiros de terracota eram peças de treinamento militar

Estudo inédito contradiz teoria vigente de que exército protegia a tumba do Primeiro Imperador Qin.

Um pesquisador chinês publicou, após 30 anos de estudo, uma teoria revolucionária sobre o famoso Exército de Terracota de Xian, na qual defende que essas famosas figuras de argila não protegiam a tumba do Primeiro Imperador Qin, mas eram usadas para treinar guerreiros de carne e osso.
Publicada na última edição da revista chinesa História Militar, esta tese, que começou a agitar os círculos arqueológicos do país, sustenta que os soldados de terracota eram utilizados para simular batalhas para testar os exércitos reais do império Qin (século III a.C.).
Sun Jiachun, membro do escritório geológico da província chinesa de Shaanxi - cuja capital é Xian -, é o grande defensor desta teoria, que menciona como um de seus principais argumentos o fato de que o agora turístico Exército de Terracota fica longe demais da suposta tumba do imperador, a 1,5 quilômetro de distância.
Os arqueólogos acreditam que, entre os soldados de terracota e a tumba imperial, pode haver ainda mais figuras de argila, ainda não desenterradas, já que muitos são reticentes a realizar escavações na área temendo destruir os tesouros de uma tumba supostamente tão enorme.
Nem sequer a tumba do imperador foi aberta, apesar de ser visitada por milhares de turistas diariamente, embora tenha se tentado usar robôs para entrar nela, imitando as pesquisas em algumas pirâmides do Egito.
Sun aproveita esta ausência de novos avanços na teoria da tumba imperial para desenvolver a sua própria, defendendo um uso mais pragmático dos soldados de terracota.
Para ele, outra prova que mostra que este peculiar Exército não acompanha o imperador em sua vida além da morte é a desorganização dos soldados, empilhados, e o fato de eles não terem um general ou comando que os lidere, algo que seria inadmissível em uma formação militar da época.
"Isso contradiz o sistema militar da China antiga e as crenças tradicionais nas quais se dizia que um imperador morto deveria ser servido da mesma forma como quando estava vivo", expõe o especialista em sua tese, divulgada pela imprensa oficial chinesa.
Outra razão apontada pelo pesquisador, aproveitando seus conhecimentos geológicos, é a distinta profundidade à qual estão os soldados com relação ao mausoléu imperial.
Este fica, segundo os arqueólogos, a dez metros debaixo da terra, enquanto o Exército, naquela época, estava a apenas um ou dois metros de profundidade.
Antes de Sun, outros especialistas tinham desenvolvido novas teorias sobre o Exército de Terracota, embora nenhuma delas tão ousada.
Um célebre historiador, Wang Xueli, tinha notado, por exemplo, que os três grupos de soldados atualmente expostos aos turistas representavam diferentes cenas (o primeiro e mais conhecido, um agrupamento de batalha; o segundo, um acampamento; e o terceiro, alguns quartéis), mas não se tinha atrevido a levar a tese adiante.
No entanto, Sun aproveita as ideias de Wang para reforçar as suas e ressaltar que todo o sítio arqueológico não é mais do que uma escola militar.
As ideias do pesquisador chegaram a outros especialistas sobre o assunto, e embora não tenham refutado-as completamente, defenderam que a teoria da tumba imperial continua sendo a mais convincente.
"Eu pessoalmente acho que se trata de um Exército de guerreiros para o imperador após sua morte, mas, seja como for, precisamos de mais evidências para sustentar suas teorias e as nossas", assinala Duan Qingbo, professor da Universidade Noroeste de Xian, citado pela agência de notícias oficial "Xinhua".
O Exército de Terracota, construído na época do unificador do império chinês Qin Shihuang, foi descoberto há 37 anos por um camponês, por acaso, e o achado é considerado um dos mais importantes da arqueologia do século XX.
O Museu do Exército de Terracota foi estabelecido em 1979. Em 1987, foi incluído na lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).


Fonte: Estadão

sábado, 3 de dezembro de 2011

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Arqueólogos descobrem tumba de 1,7 mil anos na China



Uma tumba construída há 1,7 mil anos na cidade de Xian, capital do império chinês durante várias dinastias, foi descoberta por arqueólogos do país nesta semana, informa nesta quarta-feira o jornal oficial Global Times.
Achada nos arredores da cidade, a tumba poderia pertencer a alguma importante personalidade da época dos Dezesseis Reinos (304-439), que regeram o norte da China durante um período em que o império oriental esteve dividido.
Dentro da tumba foram encontradas 40 peças arqueológicas, a maioria intactas. Os arqueólogos destacam entre elas pequenas figuras representativas da guarda de honra do falecido, decoradas em preto e branco.
Os arqueólogos ressaltam que não há muitas tumbas da época dos Dezesseis Reinos, um período curto e turbulento da história da China.
Por isso, este achado poderia ser de grande valor para conhecer mais dados sobre esses anos dos séculos IV e V.
Junto a Xian, fica também o célebre Exército de Terracota do Primeiro Imperador, Qin Shi Huang, que unificou os diversos reinos da China há mais de 2 mil anos e seguiu o costume de se enterrar junto a uma corte fictícia de soldados e serventes, para que lhe acompanhassem em sua vida além da morte.


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Arqueólogos descobrem túmulos de 10 eunucos imperiais em Pequim



Uma equipe de arqueólogos descobriu em Pequim túmulos de 10 eunucos que viveram na época da corte imperial chinesa durante a dinastia Ming (1368-1644), informou na quarta-feira o jornal Global Times.
As covas foram descobertas graças às obras para a construção de um prédio de laboratórios. Em agosto, surgiram os primeiros indícios dos restos arqueológicos, mas os trabalhos foram interrompidos.
As datas exatas dos túmulos e a identidade concreta dos eunucos ainda não foram descobertas pelos cientistas. Essa informação só sera esclarecida após estudos minuciosos sobre os costumes funerários da época.
Em 2000 e 2003, neste mesmo lugar, onde se localizava o conhecido Templo de Wanshou, foram encontrados túmulos de outros eunucos.
Eles formavam um grupo social que em muitos períodos da história da China tiveram um grande poder.
Na época do Império, uma multidão de jovens viajava para Pequim vindos de todas as partes da China para se transformarem em eunucos. As famílias economizavam durante anos para pagar os castradores da capital.
Em 1996, morreu o último eunuco, Sun Yaoting, que em 1911, após a queda do imperador, foi obrigado a abandonar a Cidade Proibida, onde morava com centenas de seu grupo.


Fonte: Terra
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Estátua do faraó Amenhotep III é descoberta no Egito

Amenhotep III


Uma estátua monumental do faraó Amenhotep III (1390-1352 a.C.) foi descoberta na quinta-feira por uma equipe de arqueólogos egípcios na cidade de Luxor, a 670 km ao sul do Cairo, segundo as autoridades egípcias.
O Conselho Supremo de Antiguidades do Egito (CSA) informou em comunicado que a peça é "gigante" e que foi encontrada durante escavações em Qena, onde está o templo de Amenhotep III.
A estátua, esculpida em quartzito com frisos de diversas cores, tem 13,5 m de altura e pesa 100 t. O monumento, que foi encontrado em posição vertical, é composto de vários fragmentos grandes, entre eles a cabeça, que mede 2,5 m e pesa três t.
A descoberta ocorreu após sete meses de escavações feitas por uma delegação do CSA na área norte do templo de Amenhotep III, situado na margem oeste do rio Nilo.
Segundo a nota, a estátua desse faraó é a segunda encontrada nos últimos dois meses nessa região do templo.
Os arqueólogos acreditam que um terremoto derrubou o templo no ano 27 a.C., causando também a destruição das duas estátuas, que ficaram soterradas.
Amenhotep III, um dos faraós mais célebres da XVIII dinastia , foi pai de Akhenaton e avô de Tutancâmon, e mandou construir diversas estátuas da deusa da cura Sekhmet ao adoecer, nos últimos dias de sua vida.


Fonte: Terra
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Localizado no interior do Amapá, "Stonehenge brasileiro" ainda é desconhecido do público






Pouca gente sabe, mas o Brasil também possui um monumento comparável a Stonehenge, o famoso círculo de pedras do sul da Inglaterra.

Localizado em Calçoene, no interior do Amapá, a área tem sido estudada por pesquisadores desde 2005 e, no futuro, deve se transformar em um parque arqueológico aberto para visitação.

A estrutura circular demarcada com blocos de granito tem cerca de 30 metros de diâmetro, em uma região margeada por um igarapé, que deu origem ao nome do sítio arqueológico de Rego Grande. O local era palco de rituais de índios que habitavam a região há cerca de 1.100 anos.
O local abrigava cerimônias durante o solstício (entre os dias 21 e 22), quando a disposição das pedras permite observar o percurso do Sol.
Os pesquisadores acreditam que a data era especial para os índios. "É um período marcado pela chuva, que muda completamente a paisagem, trazendo alimentos em abundância", explica o arqueólogo João Saldanha, do Iepa (Instituto de Pesquisas Cientificas e Tecnológicas do Estado do Amapá).
Lá, também, eram enterradas personalidades importantes para a tribo, segundo o pesquisador. "Há outros monumentos menores, na área, mais modestos, provavelmente para o sepultamento de pessoas menos importantes", conta Saldanha.
As técnicas para construção desses monumentos é ainda desconhecida. "Em todo o mundo há estruturas como essas", observa o Saldanha, para quem o termo "Stonehenge brasileira" tira a originalidade do local. O círculo de pedras britânico, aliás, é bem mais antigo - tem cerca de 4,5 mil anos.

Esquecimento

As primeiras observações arqueológicas da região foram feitas no fim do século 19 pelo naturalista Emilio Goeldi (1859-1917) .
Depois, o etnólogo alemão Curt Nimuendaju, na década de 20, registrou alguns megálitos de menor porte no local.
Por muito tempo, o sítio ficou esquecido. Só em 2005 é que voltou a despertar o interesse do governo, e hoje o órgão responsável pela preservação do lugar é o Iepa (Instituto de Pesquisas Cientificas e Tecnológicas do Estado do Amapá), que desenvolve um projeto a fim de detectar os hábitos daqueles povos.
Diversos objetos de cerâmica já foram descobertos no local. As peças - potes, bacias, vasos, pratos e tigelas - têm um estilo parecido ao encontrado em sítios do litoral do Amapá e também da Guiana Francesa.
A tese dos pesquisadores é que a violência dos invasores europeus, no século16, fez com que esses povos procurassem refúgio em outras áreas, menos acessíveis aos colonizadores.
O arqueólogo diz que já existe um projeto em andamento para transformar a área em parque arqueológico.
Hoje, o local pode ser visitado apenas por estudantes, pesquisadores da área e grupos interessados em conhecer civilizações passadas. "A ideia é construir um museu e um laboratório para permitir que as pessoas vejam como é o trabalho dos arqueólogos", adianta.


Fonte: UOL

domingo, 27 de novembro de 2011

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Crânio de 126 mil anos tem primeiro registro de violência entre humanos

Detalhe do pedaço amassado do crânio de 126 mil anos (Foto: University of the Witwatersrand)


Ferimento foi causado por pancada feita com objeto pesado. Vítima sobreviveu, mas precisou de ajuda de outros.

Cientistas descobriram indícios do que pode ser o mais antigo registro de violência entre seres humanos em um crânio de 126 mil anos encontrado na China.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (21) na revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, a PNAS.
O pedaço de osso apresenta uma lesão parecida com a que ocorre quando a cabeça recebe uma pancada forte com um objeto pesado.
Não é possível saber se o ferimento foi um acidente ou intencional, mas, segundo os pesquisadores, há uma boa chance de que tenha sido mesmo causado por outro humano.
A lesão de 14 mm mostra a depressão de um pedaço do crânio e a cicatrização que ocorreu a seguir. Isso indica que a vítima sobreviveu ao ataque.
De acordo com os cientistas, ela teria precisado de apoio e cuidados de outros humanos para poder se recuperar de um ferimento como esse.


Fonte: G1